Milhares de pessoas compareceram na noite desta quinta-feira, 11, ao Ginásio de Esportes Álvaro Dantas para participar da convenção do PT e da Frente Popular do Acre. Com faixas e bandeiras e gritos de guerra os militantes presentes aclamaram Dilma, presidente do Brasil, Tião Viana para o Governo do Acre, César Messias para vice, Jorge Viana e Edvaldo Magalhães para o Senado, 265 candidatos a deputado estadual e 19 a deputado federal.
“Tenho todos os sonhos do mundo”
“Estou pronto para levar o Acre ainda mais adiante”, disse Tião Viana ao ter seu nome confirmado como candidato a governador. “O Jorge Viana e o Binho levaram o Estado para as localidades mais isoladas, para os locais onde vivem as pessoas mais pobres do Acre. Ambos fizeram muito, mas é preciso fazer ainda mais, porque as necessidades ainda são muitas. Eu estou pronto para isso porque tenho todos os sonhos do mundo. E um de meus sonhos é fazer com que o Acre avance muito no combate às desigualdades sociais”, completou, num dos discursos mais emocionados naquela que já é considerada uma das maiores convenções da história política do Acre.
Tião Viana compareceu ao evento acompanhado da mulher Marluce Cândida, dos filhos Virgílio e Catarina e do pai, o ex-deputado Wildy Viana, de 82 anos. Diante dos familiares e amigos, Viana disse que vai “percorrer cada palmo do território acreano falando da necessidade de a Frente Popular conquistar o terceiro mandato consecutivo e derrotar os aliados de José Serra”. “Além de derrotar seus aliados, nós precisamos fazer da Dilma Rousseff nossa presidente e derrotar o Serra, como demonstração da indignação pela grande traição que eles fizeram contra o povo brasileiro, quando tiraram pelo menos R$ 110 milhões da Saúde”, disse Tião Viana, ao se referir ao fim da CPMF. O candidato lembrou os valores éticos e morais da senadora Marina Silva, candidata a presidente pelo PV, mas disse ficar “completamente à vontade” para pedir votos para Dilma Rousseff. Eleger a candidata do presidente Lula, segundo Tião Viana, seria uma forma de os acreanos demonstrarem a gratidão pelo governo federal que mais ajudou o Acre. “Os acreanos têm uma dívida de gratidão com o presidente Lula, e a forma de demonstrar isso é votando na candidata dele, que é também a candidata dos brasileiros que acreditam na necessidade de manutenção dos índices de desenvolvimento do país.” Ele anunciou também que iniciará a campanha conversando francamente com o povo acreano. “Vou falar de coração aberto, com o coração para fora, porque estamos vivendo um momento importante e temos que manter essa oportunidade de avançarmos cada vez mais em busca do combate às desigualdades”, disse. “Quero ser o governador para fazer aquilo que o Jorge Viana e o Binho não conseguiram. E olhem que esses dois escreveram seus nomes na história como os maiores governadores que o Acre já teve. Mas o governo, mesmo com o esforço, não chegou a Jurupari, um dos lugares mais isolados e mais pobres do Acre. Nós vamos chegar a Jurupari e incentivar a geração de emprego e renda para as comunidades, com fortes investimentos no setor produtivo. Quero dizer que estou pronto para essa nova tarefa.”
Fidelidade partidária Em sua fala durante a convenção, o governador Binho Marques lembrou o dia em que se reuniu com os partidos da FPA no mesmo local - no Ginásio Coberto - com receios de que o projeto da Frente Popular do Acre viesse a sofrer baixas com a mudança de governo, após o fim do mandato de Jorge Viana. Ele agradeceu o apoio e a confiança da população, que o elegeu governador em 2006. “Estamos mais focados que nunca em nosso projeto de desenvolvimento social e sustentável. Para seguir em frente, devemos contar com o apoio do governo federal na pessoa da Dilma Rousseff. Infelizmente, hoje temos uma pequena divergência com a senadora Marina Silva [ex-petista e candidata à Presidência pelo PV] sobre como chegar lá. E o voto do Acre na Dilma vai ser o maior exemplo de fidelidade partidária”, afirmou.
Jorge e Edvaldo ao SenadoApós quatro anos sem mandato, o ex-governador Jorge Viana voltou aos palanques. Em seu discurso, agradeceu o carinho da população e disse ter sido “convocado novamente para uma missão de muita responsabilidade: levar para frente um importante projeto que representa o desejo dos acreanos”. “O sonho de concretizar nosso projeto se tornou realidade. Vou pedir apoio de todos, porque ainda há muito o que fazer, e esse sonho continua dentro de nossas consciências. Temos que trabalhar com humildade e pé no chão.” O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), Edvaldo Magalhães (PC do B), disputa a segunda vaga ao Senado. O deputado acredita que a grandeza do movimento político empregado pela coligação dos partidos que compõem a FPA não existe em lugar nenhum do país. Edvaldo brincou ao relatar um episódio vivido por ele recentemente. Segundo o deputado, um colega questionou a possibilidade de ele ficar ofuscado por estar ao lado de uma pessoa de peso como Jorge Viana. “Eu prefiro ficar eternamente sobre as sombras de uma castanheira a passar para o lado de árvores menores”, declarou, referindo-se ao senador Geraldinho Mesquita (PMDB-AC), que durante o mandato, trocou duas vezes de partido
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