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IDÉSIO LUIS FRANKE
Ao completar 30 anos, o Partido dos Trabalhadores (PT) escreve em todo o Brasil uma das mais bonitas histórias de lutas que está revolucionando nosso país.
Como reza seu estatuto e princípios, o PT se propõe a lutar pela democracia, pluralidade de idéias, solidariedade, transformações políticas, sociais, institucionais, econômicas, jurídicas e culturais, destinadas a eliminar a exploração, a dominação, a opressão, a desigualdade, a injustiça e a miséria, tendo como objetivo maior a construção de uma nova sociedade.
Esse partido nasceu do movimento e das reivindicações dos trabalhadores, como uma ferramenta para enfrentar as injustiças e a exploração da força do trabalho a qual é submetido o operário e o camponês e para governar – tendo em vista as transformações exigidas pelos cidadãos brasileiros.
O PT foi forjado na labuta dos trabalhadores, tendo como referência a luta pela terra, moradia, melhores condições de trabalho e salários, cultura e respeito ao meio ambiente.
Um dos princípios mais caros ao PT é a defesa da ética e da moralidade nas relações humanas, fundada nos arcabouços teóricos e práticos da defesa dos trabalhadores e construção da nova sociedade. Esse é, aliás, para a recordação de toda a militância petista, a base para a prática cotidiana que transforma a sociedade. Sem elas estaremos todos fritos.
Nunca é demais lembrar que sem a inserção dos movimentos sociais diversificados que representam os trabalhadores a existência do PT torna-se inócua.
O partido surgiu como braço político dos trabalhadores no interior dos sindicatos de trabalhadores do campo e da cidade, organizações de classe e igreja católica progressistas, movimento estudantil e cultural e da força da juventude.
O PT não tem uma fórmula pronta para um sistema de produção ideal e um modelo de Estado que consiga superar a exploração e garantir justiça com equidade social e enfrentar as mudanças climáticas globais, mas espelha-se nos experiências que deram certo mundo afora e no Brasil, inovando com práticas institucionais que fazem a sociedade avançar.
Para o PT não existe uma fórmula pronta e acabada de sociedade ideal. A luta pela melhoria das condições de vida do povo exige a criação de novas utopias e paradigmas, num processo revolucionário permanente.
Do ponto de vista da atuação na sociedade o PT deveria repensar o campo de atuação, fortalecendo a inserção nos núcleos de base nos bairros urbanos e no campo, ouvindo e promovendo maior interação com todas as instâncias partidárias nas esferas municipais, estaduais e nacional. Esse é o fermento e tática que nos mantém vivos e razão de nossa caminhada vitoriosa.
Para aqueles que apostavam que o PT iria se esfacelar frente aos problemas internos e enquanto força para se contrapor ao capital e ao enfrentamento das injustiças, deram-se mal.
Se dependesse dos industriais, latifundiários, bancos e grandes empresas, da rica burquesia e da conservadora elite brasileira, o PT já teria sido enterrado há muito tempo.
Mas o Congresso Nacional do partido encerrado ontem demonstrou a vitalidade e virilidade do PT. Um partido que não tem medo de fazer autocrítica, que enfrenta os desafios a si colocado cotidianamente e busca soluções inovadoras, que se reconstrói a cada dia longe dos dogmas autoritários e centralizadores a que foram submetidos a maioria dos partidos de esquerda no mundo.
Nesse encontro o partido traçou as estratégias e o programa para as eleições de 2010, definiu o arco de alianças políticas e as diretrizes prioritárias para o embate eleitoral que se aproxima.
Para quem consegue superar com sucesso a maioria da mídia golpista, mentirosa e caluniosa do Brasil e as forças políticas reacionárias e conservadoras, a eleição de Dilma Roussef para Presidente do nosso país e alcance da maioria dos governos estaduais e do parlamento é uma questão de tempo. Em breve veremos isso. Muitos anos de vida ao PT.
*militante do PT
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